quarta-feira, 8 de abril de 2015

As únicas coisas que levo são as palavras que escrevo

Eu amo escrever. Cultivo esse hábito há muito tempo. Na escola, as aulas de português eram ótimas, entendia o conteúdo com facilidade, adorava fazer redações e via o quanto aprender todas aquelas regras era importante.



Já criei vários blogs. Geralmente passado algum tempo, eu percebia o quanto as coisas que eu escrevia eram ruins, me arrependia de ter postado aqueles textos em domínio público, e deletava. Algum tempo depois, me arrependia por ter deletado o blog, criava outro, e assim por diante. 

O tempo passou, minha escrita amadureceu em vários aspectos. Hoje já não disponho de tanto tempo para escrever minhas histórias, preciso dedicar minhas palavras aos trabalhos da faculdade. Meu vocabulário aumentou, assim como a responsabilidade sobre tudo o que eu escrevo. Confesso que, às vezes, não acredito que eu sou a autora de vários trabalhos, pois soam muito bons para que eu os tenha escrito, mas sim, eu os fiz. E me orgulho disso, da facilidade que eu tenho para expor o que penso, sejam minhas ideias ou trabalhos científicos.

Sempre tenho várias ideias para escrever, acho que isso é uma válvula de escape para desabafar o que sinto. Porém, como não tenho tanta disponibilidade para escrever quanto eu gostaria, acabo guardando (e esquecendo) estas palavras dentro de mim. Acredito que isso tenha contribuído para o meu estresse de cada dia.

Queria prometer que vou escrever mais, mas não posso. A vida de adulto é corrida demais, e muitas vezes toma as decisões por mim. Mas este blog continuará aqui, esperando o dia em que eu tiver um tempinho e uma ideia, para que eu despeje as minhas palavras.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Os idosos de hoje são os jovens de outrora

Os jovens de hoje parecem tratar as gerações mais velhas cada vez mais com desprezo, como se sua maturidade e experiência de vida não fossem capazes de lhes ditar alguns conselhos. Filhos, sobrinhos, netos muitas vezes tem mais consideração com amigos do que com os “mais velhos”, pensam que “eles não sabem de nada”, apenas por tentarem lhe mostrar algumas coisas que aprenderam com a própria vida.


Estes jovens não se dão conta de que, um dia, há muito tempo, esses idosos foram jovens como eles, cheios de sonhos e ideais, com vontade de mudar tudo de lugar e fazer a diferença. Alguns conseguiram, outros não, mas todos aprenderam muito nestas décadas de vida, seja com os erros ou os acertos.

Tive esse insight lendo o livro “As Cinco Pessoas que Você Encontra no Céu”, que conta a história de Eddie, um senhor que morre no seu 83º aniversário. Chegando no “Céu”, ele relembra vários momentos de sua vida, desde sua infância, adolescência, até chegar à vida adulta.

Nós, jovens, não pensamos em como será nossa vida no futuro. Como estaremos aos 70 anos, tanto profissionalmente, quanto fisicamente. Ninguém planeja a aposentadoria ao completar 18 anos. Vivemos muitos momentos em que dizemos “Quero contar isso para os meus netos”, mas ninguém realmente para pra pensar se algum dia terá netos para contar tais histórias.

Assim como os idosos olham para trás, com saudade da juventude há muito vivida, deveríamos parar e pensar, tentar imaginar, como será nossa vida quando nossos cabelos embranquecerem, quando as rugas começarem a surgir e quando as marcas do tempo tomarem conta de nós.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A Sacudidora de Palavras




Liesel Meminger não teve uma vida fácil. Em um período de cinco anos, encarou a Morte três vezes, e saiu ilesa em todas as ocasiões. Sua história é tão impressionante, que a própria Morte resolveu contá-la.
Após ver o irmão morrer no colo da mãe e ser adotada por Rosa e Hans Hubermann, indo morar em uma cidade pobre chamada Molching, Alemanha, Liesel levou consigo o primeiro livro que roubara – O Manual do Coveiro.
Ao lado de seu melhor amigo, Rudy Steiner, “A Menina Que Roubava Livros” passou por momentos difíceis na Alemanha Hitlerista, desde o refúgio ao judeu Max Vandenburg, o qual se tornou uma peça importante na história de Liesel, à relação (que talvez pudesse ser chamada de amizade) com a mulher do prefeito e os roubos de livros em sua biblioteca.
Sem dúvida, Liesel Meminger foi uma vitoriosa por sobreviver a tantas situações que nenhum adolescente sonharia em viver. A história de “A Menina Que Roubava Livros” não sacode apenas as palavras, mas também as pessoas que a leem.

(Resenha feita para a disciplina de Comunicação e Expressão)

terça-feira, 6 de maio de 2014

Das coisas da vida

A vida é mesmo surpreendente. Coisas que temos como certas mudam em um piscar de olhos. Precisamos entender o que aconteceu, nos readaptar ao ambiente e seguir adiante. Algumas coisas são mais fáceis do que outras, obviamente.



Precisamos, muitas vezes, dar explicações a algumas pessoas mesmo sem nós mesmos conseguirmos compreender o que está se passando ao nosso redor. Mesmo com um turbilhão de pensamentos na cabeça, precisamos levar um sorriso no rosto todos os dias. Aos poucos, deixa de ser forçado e o sorriso volta a aparecer naturalmente.

É preciso ter um tempo para si mesmo. Organizar o quarto, a casa, os pensamentos. A vida então, nos surpreende novamente, e nos mostra que algumas situações - que outrora pensamos ser o fim - eram, na verdade, a libertação, um pequeno empurrão para dias melhores.

Não perco a esperança no futuro. Aprendi também a não ter certeza de nada, pois tudo pode mudar a qualquer momento. Como diz minha mãe “A única certeza da vida, é a morte”, e não sabemos sequer quando ou como esse momento crucial será. 

(E mais uma vez eu escrevendo sobre essa tal de vida, como se tivesse uma vasta experiência nesses meus - quase - 21 anos)

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Adeus, ano velho!

Mais um ano que se despede. Mais 365 que passaram pelos nossos dedos, tão rápido, mas ao mesmo tempo, tão devagar. Dias bons, dias ruins, dias que transformaram, pelos menos um pouco, nossas vidas.


Deste 2013, só tenho a agradecer. Em relação a 2012, foi um ano muito, muito melhor. Claro que nem todos os meus 365 dias foram lindos, mas aprendi uma coisa muito importante, que está escrito na imagem acima. Coisas que eu queria muito, desesperadamente no começo do ano, e que só consegui realizar agora, me fizeram acreditar naquela frase: “As coisas não acontecem quando nós queremos, mas sim quando tem que acontecer”.

Aprendi a ser paciente, a esperar. Aprendi, acima de tudo, a agradecer. Pela minha família, pelos meus amigos, pela minha vida. Posso dizer que 2013 foi um divisor de águas, um dos melhores anos que tive, apesar de seus altos e baixos. E é com alegria que viro mais esta página, esperando que 2014 seja tão bom quanto esse ano que se encerra.

Que todos nós consigamos realizar nossos objetivos no ano que se aproxima - e não falo da "Lista de coisas para fazer em 2014" que ninguém consegue completar. Me refiro a objetivos realmente alcançáveis, coisas que nos mudem dia a dia, com pequenas atitudes.

Ao ano que se despede: Muito obrigada! Consegui superar minhas expectativas e realizar alguns objetivos que, até então, pareciam impossíveis. Sei que Deus lá em cima está olhando por nós sempre, e agradeço todos os dias pela oportunidade de melhorar minha vida e a dos outros também.

E que venha 2014! Feliz Ano Novo!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Modinhas

Um dia, lá estava eu, indo para casa e pensando nos trabalhos e provas da faculdade, quando de repente ouço a seguinte frase “Eu não sigo modinha, isso é coisa de gente sem personalidade”. Quando olhei para o lado, vi o autor da frase: Um guri de, no máximo, 14 anos, usando moletom da GAP, um gorro na cabeça e vestido igual aos seus amiguinhos - que davam risada da afirmação.



Estranho ouvir uma frase dessa vindo de um grupo aonde todos se vestiam da mesma maneira, e também do mesmo modo com que metade da cidade se veste ultimamente. Na minha humilde opinião, isso é modinha.

Apesar do meu pré-julgamento, é muito difícil acreditar que aquele guri, e também o seu grupo, não siga modinhas. É meio contraditório, até. Possivelmente, há uns dois anos, eles deviam vestir calças e tênis coloridos porque era a moda do happy rock.

Eu sei que isso não é da minha conta, e não me importa o modo como aquele pessoal se veste ou qual música ouve. Apenas achei meio confuso o guri afirmar que não seguia a tal da modinha, sendo que faz parte de milhares de pessoas que também "não seguem modinhas" e agem igual a metade da cidade.

Bom, quanto a mim, vou continuar me preocupando com as provas e trabalhos da faculdade, enquanto caminho pela cidade vendo e ouvindo coisas vindas de guris de 14 anos que se acham as pessoas mais experientes do mundo. Só me resta rir mesmo.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Tempo, tempo, tempo... Desapareça!



Tempo. Ah, o tempo. Segundo nosso querido amigo Aurélio, o Dicionário, tempo significa “Medida de duração dos fenômenos; duração limitada; prazo; estado da atmosfera”, entre outras coisas.

Tempo, uma palavra tão curta com um poder enorme. No mundo moderno em que vivemos, o tempo é quem comanda tudo. As pessoas estão sempre correndo contra o tempo, sempre controlando o tempo, vendo quanto tempo livre tem.

As pessoas contam os minutos, as horas, os dias. Sempre. Seja para o fim do mês, para alguma data importante ou para o final de semana. Ah, o final de semana! Um dia, ou dois, de descanso, de lazer. A semana passa rápido, e o fim de semana, mais rápido ainda.

Quando estamos cheios de tarefas, 24 horas em um dia parece pouquíssimo tempo. Quando estamos de férias, por vezes nos sentimos entediados, mas quando nosso tempo livre se vai, ficamos com a impressão de que passou muito rápido, que não foi o suficiente.

Já dizia Mário Quintana em seu poema O Tempo:  

“Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...” 

sábado, 25 de maio de 2013

Devaneios

É um dia normal. Você está bem, nada fora do comum. E então, de repente, alguma coisa acontece, alguém te fala algo, ou você simplesmente começa a pensar coisas que não deveria - porque não demonstram a realidade, são só um medo irracional. Pronto. Seu dia se transformou no caos, você se sente a pior pessoa do mundo, sem motivo aparente. Você se sente desamparado, humilhado, quer fugir para algum lugar seguro, aonde ninguém saiba quem você é, nem do que você sente medo.



Mas, o pior medo é não saber por que isso te deixa assim. É o medo de estar enlouquecendo, porque você sabe que alguma coisa dentro de si não está certa. Você só não sabe o que é. Aí vem aquela pressão no peito, a vontade de chorar, aquela pontada de dor física que acalma um pouco a dor emocional. E mais uma vez, você não entende por que tudo isso acontece. Mesmo que você tenha uma vida feliz, sem motivos para grandes preocupações, uma hora ou outra, esse sentimento ruim toma conta de você.

Essa sensação pode ser passageira, durar alguns minutos, horas, ou se estender pelo dia. E da mesma maneira com que chega, ela vai embora, sem aviso prévio. Geralmente ela se vai depois que as lágrimas e os soluços tomam conta do seu rosto. E de novo você pensa “Por que isso está acontecendo comigo?”, a única coisa que você precisa (e quer desesperadamente) é ajuda para superar isso.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Respeito é bom e blábláblá

Agora há pouco, postei em meu perfil do Facebook um print sobre o show do Luan Santana, que irá acontecer na minha cidade hoje. Não vou explicar o motivo, porque a imagem é auto-explicativa:

Para ver a imagem em tamanho normal, clique aqui.

Uma certa pessoa, que deve ter faltado às aulas de interpretação textual, se ofendeu e fez um post indiretamente endereçado a mim, dizendo que cada pessoa tem seu gosto, respeito é bom e todos devem ser respeitados. Concordo com ela, mas em momento algum eu ofendi o Luan Santana ou seus fãs. Eu apenas postei a foto. Minha reação ao ler esse comentário? Rir.

O estilo de música que eu gosto (rock e seus derivados) é mal-falado como “música do capeta”, “coisa de gente drogada”, entre outros, e eu nunca me ofendi por isso. Eu sei que todos querem respeito, mas em primeiro lugar é preciso respeitar o gosto alheio.

O por quê da agressão gratuita? Eu juro que não sei. Não xinguei, não desmoralizei e não ofendi ninguém. Apenas achei que o assassinato da língua portuguesa na foto deveria ser compartilhado. Enfim, se você também se sentiu ofendido, venha falar diretamente para mim em vez de fazer um comentário no facebook. Garanto que não vai doer, talvez eu só irei rir da sua cara.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O preço de uma vida


Mais de 230 pessoas perderam a vida em Santa Maria (RS), na madrugada do dia 27 de janeiro. Em sua grande maioria, universitários. Jovens que estavam começando a vida. Jovens que estavam começando a faculdade, jovens que estavam a alguns meses da formatura, com os preparativos quase prontos... Sonhos que se perderam em minutos.



Nunca tinha me abalado ao saber de tragédias, mas dessa vez foi impossível não sentir uma dor no coração quando soube. Poderia ser comigo ou algum parente/amigo. Graças a Deus, não conhecia nenhuma daquelas pessoas. Mas amigos meus conheciam, e compartilhei com eles a tristeza.

O estado inteiro sentiu a dor, mais do que nunca fomos companheiros, abraçamos e sofremos juntos, mesmo sem conhecer. Sábia atitude de cancelarem eventos, como o Campeonato Gaúcho, Planeta Atlântida, entre outros. Não há - e não haverá, por algum tempo - nenhum clima para festas e comemorações.

E mesmo assim, ainda tem gente sem coração nem escrúpulos, que fez piada com a dor alheia. Acho que esse tipo de gente nunca passou pela dor que é perder alguém de sua convivência, ainda mais de uma maneira tão inesperada. Não desejo que aconteça, mas eles aprenderiam a não rir do sofrimento dos outros.

A vida jamais será a mesma para os familiares e amigos dessas pessoas, infelizmente não é possível voltar no tempo e mudar o que aconteceu, mas como na maioria das vezes, é preciso acontecer algo dessa proporção, para que medidas sejam tomadas e evitar novos desastres. E eu realmente espero que os governantes, donos de casas noturnas e afins tomem as providências necessárias.

Às família enlutadas: Eu realmente sinto muito e desejo que todas as vítimas descansem em paz.