segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sobre o que não volta.

Bonecas, carrinhos, brincar na rua até o anoitecer com seus vizinhos. Não ter preocupações, chorar sem medo ao machucar o joelho... Isso fez parte da minha infância e da infância de um monte de gente. Pena que tudo ficou lá no passado e não volta mais.



Eu faço parte da última geração que nasceu em “1900 e alguma coisa”. Faço parte da (provavelmente) última geração que teve uma infância de verdade. E eu me orgulho em dizer isso, não há motivos para sentir vergonha de ter sido uma criança “normal”, que fazia coisas “nomais” de criança: brincar, correr, sentir medo, ser feliz.

Há alguns dias, o NãoSalvo fez um post que (como o próprio Cid disse), me fez sentir velha em apenas um clique. Foi bom rever coisas que marcaram a minha infância, senti aquela sensação de nostalgia vindo, mas aí percebi que o tempo passou rápido demais. Como eu comentei lá, me senti uma velha, mesmo estando prestes a completar 18 anos...

Hoje em dia as coisas mudaram muito, infelizmente. Crianças não desejam serem tratadas como tal. Meninas preferem passar dias em salão de beleza se maquiando, fazendo as unhas, para ficarem bonitas. Meninos preferem andar em bandos, fazendo pose e pagando de machinho, sendo que não sabem nem escovar os dentes direito. E pior do que as crianças, são seus pais que os incentivam a se comportarem assim. Eu realmente não entendo o porquê disso tudo. A infância é a parte mais linda da vida, ela não deveria ser estragada desse jeito, forçando as crianças a entrarem cada vez mais cedo no mundo dos adultos.

Eu confesso que sinto muita falta da minha infância. Não me arrependo de ter crescido (até porque crescer é algo inevitável), continuo sendo feliz apesar de tudo mas, se pudesse, voltaria no tempo e faria melhor. Se eu soubesse que o mundo ficaria do jeito que está, teria brincado mais, teria chorado mais, tentaria ter sido mais feliz do que fui. Não trocaria todos os brinquedos que tive por nenhum aparelho tecnológico - tão pedido hoje por crianças que não sabem nem ler e escrever.

Para finalizar o post, deixo uma imagem que mostra a realidade. Na sua opinião, quem será que teve uma infância mais feliz?

Criança dos anos 90: Satisfeita com seus brinquedos. Criança dos dias de hoje: quer sempre mais e mais.

Créditos das fotos: Weheartit.com

4 comentários:

  1. Adorei! Falou tudo! Minha irmã já é da geração 2000, e bem, é incrível o quanto as coisas mudaram. Me orgulho também por ter tido uma "infância de verdade" !

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  2. Obrigada, Lu!
    Realmente... Tenho uma prima que completou 11 anos no final de maio, e ganhou de presente seu terceiro celular (!!). Os outros dois antes estragaram. (É o que eu digo, celular não foi feito pra criança...)

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  3. Muito bom Joce! Infelizmente é a mais pura verdade!!
    Adorei o texto,muito bem escrito! :D

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  4. Muito obrigada, Carla!
    Pois é, infelizmente o mundo não é mais o mesmo...

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