sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Fanatismo obsessivo


Música, séries de tv, filmes... O que esses projetos têm em comum? Fãs. Fãs que se esforçam, se orgulham, choram, sorriem, compram tudo o que tiver relação com os ídolos. Fãs que sacrificariam qualquer coisa por uma foto, um olhar, uma palavra trocada com seus ídolos. Este é o lado bonito da fama, mas há também o lado obscuro, dos fanáticos obsessivos.


Fanáticos obsessivos jamais admitem que são assim. Muitas vezes, se consideram apenas um fã como outro qualquer. Mas além de saber das influências, dia do aniversário e nome da esposa (ou marido) do ídolo, sabem – sem nem pensar – o nome dos pais, irmãos, animais de estimação. Se duvidar, sabem até a marca do creme dental que usam.

Esse comportamento não é normal, é doentio. Gente que não aceita uma brincadeira sequer com o seu “deus”. Comportam-se como se fossem parentes ou amigos íntimos do famoso. Se ele canta uma música num tom fora do normal, a pessoa briga, xinga, fala “Fulano, você cantou errado por quê? Você deve cantar assim e assim.” – mesmo que o tal ídolo nem saiba da sua existência.

Eu já tentei entender por que essas pessoas agem assim. Não entendo que mal há em fazer uma brincadeirinha boba sobre tal famoso. Eu sou fã de Green Day, mas muitas vezes fiz brincadeiras sobre eles com meus amigos, e não morri por causa disso. Isso é saudável, aceitar que eles são humanos como nós. Eles também têm contas para pagar, têm problemas na família, exatamente como nós.   

Você pode me dizer:“Isso é falta do que fazer.” Talvez seja – estudar, trabalhar e ter uma vida não mata ninguém. Mas isso realmente é um distúrbio, uma doença. Não é normal alguém se comportar como se fizesse parte da vida - ou como se fosse o próprio artista - e não aceitar que é apenas mais um fã, como milhares, milhões, ao redor do mundo.

Esses “fãs” referem-se ao ídolo como “meu”. Acordem pra vida, vocês não são donos de ninguém, nem do próprio nariz! Se o cara da banda que você gosta usou tal droga, bateu o carro, matou alguém... Isso é problema dele e da família dele! Você não tem que escrever cartas e cartas dizendo o que ele deve ou não fazer, porque ele não está nem aí para isso! 

Por favor, fanáticos obsessivos, parem de paranóia (porque seu ídolo não sabe que você existe e você não é amiga (o) /namorada (o) ou qualquer coisa dele!) e procurem um psicólogo com urgência. Obrigada.

Foto: Weheartit.com

4 comentários:

  1. Fanatismo é coisa de babaca. Seja na religião, no esporte, na música ou (acontece muitas vezes) no "amor".

    E é simplesmente patético. É deixar de viver a própria vida para se esbaldar num ideal que, além de tudo, ainda por cima é alheio.

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  2. Essas pessoas têm que parar que perder tempo com fanatismo e perceber que quase nada vale a pena na vida e que perfeição não existe! O importante pra mim é curtir o som e entender a letra e não saber tudo sobre(e comprar tudo de) alguém que não está nem aí se eu cago ou não!

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  3. Eu não suporto quem se acha mais fã que o outro porque sabe tudo da vida do ídolo, fica cuidando a vida dele 26 horas por dia. Não é porque um fã que não sabe o nome da mãe, do pai,da irmã, do cachorro que ele vai ser menos fã por isso. Ser fã é admirar o ídolo, gostar das músicas, se identificar com as letras... Não é se rastejar aos pés do ídolo, viver para o ídolo 25 horas por dia, ter crises por ser invisível para ele...isso é coisa de gente fora da casinha.

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  4. Concordo com vocês!
    E o mais irritante é que, na maioria das vezes, as pessoas são meio que “mimimi é MEU ídolo e você não pode gostar dele”, por favor, isso é muita infantilidade. Como a Carol disse, ser fã é admirar o ídolo, gostar e se identificar com seu trabalho, e não uma competição pra ver quem sabe mais...

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