quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Pessoas exageradamente “normais”

Nas últimas semanas, têm passado várias propagandas sobre novos programas em alguns canais da tv por assinatura, sobre desordens psicológicas das pessoas. Desde as compulsivas por emagrecer, os acumuladores compulsivos até as mães superprotetoras... E infelizmente, isso é cada vez mais comum nos dias de hoje.


Eu conheço pessoas que exageram, independente no quê e por quê. E aposto que você também conhece, mesmo que não tenha se dado conta disso. Gente que age por impulso, achando que está fazendo as coisas certo, quando na verdade, não está.

São vários problemas, mas a reação das pessoas é sempre a mesma: negar que possui tal desordem. “É besteira sua, eu sou absolutamente normal”. Desculpa, mas essa frase é o primeiro passo - declarado - de que você não é tão normal assim. Depois disso, a conversa não muda muito. “O quê? Psicológo? Eu não sou nenhuma louca para ir em psicólogo!”. Errou outra vez, porque psicólogo não é “coisa de louco”. Até conseguir convencer tal pessoa de seus exageros, é uma longa história.

Sobre a questão de mães (e pais!) superprotetoras, quem mais sofre são os filhos, principalmente as meninas. “Minha filha é meu bebê. Eu não vou deixar ela sair sozinha na rua, ela não sabe se proteger!”. As mães repitem isso sempre, mesmo que a garota em questão já esteja quase se formando. E conforme o tempo passa e os filhos crescem, isso gera brigas - afinal, qualquer jovem que saiba se defender não quer ser monitorado 24 horas por dia, porque jovens querem privacidade e blábláblá - e as mães não entendem, não concordam, se magoam, dizendo que só querem o melhor para seus filhos. Não discordo delas, afinal, que pai ou mãe no mundo vai desejar mal para um filho? Mas a questão não é essa, o problema é que elas não dão liberdade para os filhos aprenderem a “andar com as próprias pernas”, como dizem por aí.

Nada muda da noite para o dia, não é fácil para ninguém aceitar que o modo como age não é “normal”, mas continuar assim, piorando cada vez mais, sem aceitar ajuda de ninguém, acaba por afastar as pessoas que você ama. E isso é milhões de vezes pior.

Créditos da foto: weheartit.com

2 comentários:

  1. Engraçado, quando fui a um psicólogo e depois a um psiquiatra dizendo que tenho problemas psicológicos eles me trataram como se eu tivesse frescura, então desisti e decidi por lidar com a minha loucura sozinho, ao custo de me afastar dos meus amigos.

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  2. Nossa, que profissionais esses... São pagos para ajudarem as pessoas e tratam como frescura? Pff.
    Enfim, se afastar dos amigos não é a melhor opção, eu acho. Se eles forem amigos de verdade, eles vão aceitar você como você é.

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