quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O Preço

“E agora eu pago meus pecados por ter acreditado que só se vive uma vez.” O Preço - Engenheiros do Hawaii

Até onde vai os “limites” do amor? Quando um relacionamento deixa de ser saudável para se tornar uma obsessão? Vidas que acabam em tragédias por culpa de uma cabeça fraca, que não sabe controlar um sentimento como esse tal de amor.


Há algumas semanas, uma jovem soldado da Brigada Militar (Para quem não sabe, nós, gaúchos chamamos de Brigada Militar, em vez Polícia Militar) da cidade de Passo Fundo (aqui no RS, cidade próxima à minha) desapareceu sem deixar rastros. Ontem encontraram seu corpo e, ao que tudo indica, ela se suicidou por causa do fim de um relacionamento. Maiores informações, aqui

Quando li essa notícia, comeci a pensar no que leva a uma pessoa a acabar com a sua vida, ou acabar com a vida da pessoa “amada” por causa do final de um relacionamento? Tantos e tantos casos que já ouvimos falar, quase todos com o mesmo final, e cometidos pelos mesmos motivos.

Ciúmes exagerados, proteção demais, dependência do parceiro... Quando as coisas chegam nesse ponto, é sinal de que algo não está bem. O medo exagerado de perder alguém que se gosta, amar demasiadamente - no sentido ruim - é algo extremamente prejudicial, porque em vez de trazer a pessoa para perto de si, cada vez mais a afasta, porque ninguém aguenta ficar preso 24 horas por dia a alguém, dando explicação de cada movimento que faz.

Acho que pessoas com comportamentos assim não estão prontas para assumir um relacionamento, pois independente da idade, não têm maturidade emocional para se envolverem com outra pessoa. Antes de qualquer coisa, as pessoas precisam aprender a amarem e respeitarem a si mesmas, e ter plena consciência que a vida não é um mar de rosas. Discussões sempre existem, brigar com alguém que se gosta não é o fim do mundo, e fazer uma tempestade num copo d'água só piora as coisas.

É preciso aprender a viver, controlar os dois lados da balança para tentar manter o máximo de equilíbrio possível. Aí, depois que você conseguir fazer isso consigo mesmo, arrisque-se a amar outra pessoa, mas sempre com o pé no chão e seja feliz!

Créditos da foto: Weheartit.com

4 comentários:

  1. Vendo coisas assim eu agradeço por ter a cina de ser solitário!

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  2. Não é sina, você ainda não encontrou a pessoa certa, apenas isso...

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  3. Amor doentio é complicado. É bem o que você falou mesmo. Não tem muito pra adicionar, exceto que, como você disse, brigas acontecem mesmo. A questão é que isso não apenas é normal, mas também saudável!

    Acho que um relacionamento (não necessariamente amoroso) é verdadeiro e maduro quando duas pessoas brigam não para se desafiarem, mas para se conhecerem. E essa briga as aproxima ainda mais. Se uma briga só leva a outra e depois outra e mais outra... Aí realmente tem algo errado e é hora de colocar a mão na cabeça e rever os pontos da linha. Acho que é muito importante saber que a outra pessoa, por mais parecida que seja, ainda é outra pessoa.

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  4. Com certeza, Jeff!

    Ontem assisti uma palestra e numa hora o palestrante disse que gostar de uma pessoa pelas qualidades dela é fácil, mas estar junto depois das brigas e nos momentos difíceis é o que faz um relacionamento valer a pena.

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