terça-feira, 1 de julho de 2014

Os idosos de hoje são os jovens de outrora

Os jovens de hoje parecem tratar as gerações mais velhas cada vez mais com desprezo, como se sua maturidade e experiência de vida não fossem capazes de lhes ditar alguns conselhos. Filhos, sobrinhos, netos muitas vezes tem mais consideração com amigos do que com os “mais velhos”, pensam que “eles não sabem de nada”, apenas por tentarem lhe mostrar algumas coisas que aprenderam com a própria vida.


Estes jovens não se dão conta de que, um dia, há muito tempo, esses idosos foram jovens como eles, cheios de sonhos e ideais, com vontade de mudar tudo de lugar e fazer a diferença. Alguns conseguiram, outros não, mas todos aprenderam muito nestas décadas de vida, seja com os erros ou os acertos.

Tive esse insight lendo o livro “As Cinco Pessoas que Você Encontra no Céu”, que conta a história de Eddie, um senhor que morre no seu 83º aniversário. Chegando no “Céu”, ele relembra vários momentos de sua vida, desde sua infância, adolescência, até chegar à vida adulta.

Nós, jovens, não pensamos em como será nossa vida no futuro. Como estaremos aos 70 anos, tanto profissionalmente, quanto fisicamente. Ninguém planeja a aposentadoria ao completar 18 anos. Vivemos muitos momentos em que dizemos “Quero contar isso para os meus netos”, mas ninguém realmente para pra pensar se algum dia terá netos para contar tais histórias.

Assim como os idosos olham para trás, com saudade da juventude há muito vivida, deveríamos parar e pensar, tentar imaginar, como será nossa vida quando nossos cabelos embranquecerem, quando as rugas começarem a surgir e quando as marcas do tempo tomarem conta de nós.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A Sacudidora de Palavras




Liesel Meminger não teve uma vida fácil. Em um período de cinco anos, encarou a Morte três vezes, e saiu ilesa em todas as ocasiões. Sua história é tão impressionante, que a própria Morte resolveu contá-la.
Após ver o irmão morrer no colo da mãe e ser adotada por Rosa e Hans Hubermann, indo morar em uma cidade pobre chamada Molching, Alemanha, Liesel levou consigo o primeiro livro que roubara – O Manual do Coveiro.
Ao lado de seu melhor amigo, Rudy Steiner, “A Menina Que Roubava Livros” passou por momentos difíceis na Alemanha Hitlerista, desde o refúgio ao judeu Max Vandenburg, o qual se tornou uma peça importante na história de Liesel, à relação (que talvez pudesse ser chamada de amizade) com a mulher do prefeito e os roubos de livros em sua biblioteca.
Sem dúvida, Liesel Meminger foi uma vitoriosa por sobreviver a tantas situações que nenhum adolescente sonharia em viver. A história de “A Menina Que Roubava Livros” não sacode apenas as palavras, mas também as pessoas que a leem.

(Resenha feita para a disciplina de Comunicação e Expressão)

terça-feira, 6 de maio de 2014

Das coisas da vida

A vida é mesmo surpreendente. Coisas que temos como certas mudam em um piscar de olhos. Precisamos entender o que aconteceu, nos readaptar ao ambiente e seguir adiante. Algumas coisas são mais fáceis do que outras, obviamente.



Precisamos, muitas vezes, dar explicações a algumas pessoas mesmo sem nós mesmos conseguirmos compreender o que está se passando ao nosso redor. Mesmo com um turbilhão de pensamentos na cabeça, precisamos levar um sorriso no rosto todos os dias. Aos poucos, deixa de ser forçado e o sorriso volta a aparecer naturalmente.

É preciso ter um tempo para si mesmo. Organizar o quarto, a casa, os pensamentos. A vida então, nos surpreende novamente, e nos mostra que algumas situações - que outrora pensamos ser o fim - eram, na verdade, a libertação, um pequeno empurrão para dias melhores.

Não perco a esperança no futuro. Aprendi também a não ter certeza de nada, pois tudo pode mudar a qualquer momento. Como diz minha mãe “A única certeza da vida, é a morte”, e não sabemos sequer quando ou como esse momento crucial será. 

(E mais uma vez eu escrevendo sobre essa tal de vida, como se tivesse uma vasta experiência nesses meus - quase - 21 anos)