quarta-feira, 8 de abril de 2015

As únicas coisas que levo são as palavras que escrevo

Eu amo escrever. Cultivo esse hábito há muito tempo. Na escola, as aulas de português eram ótimas, entendia o conteúdo com facilidade, adorava fazer redações e via o quanto aprender todas aquelas regras era importante.



Já criei vários blogs. Geralmente passado algum tempo, eu percebia o quanto as coisas que eu escrevia eram ruins, me arrependia de ter postado aqueles textos em domínio público, e deletava. Algum tempo depois, me arrependia por ter deletado o blog, criava outro, e assim por diante. 

O tempo passou, minha escrita amadureceu em vários aspectos. Hoje já não disponho de tanto tempo para escrever minhas histórias, preciso dedicar minhas palavras aos trabalhos da faculdade. Meu vocabulário aumentou, assim como a responsabilidade sobre tudo o que eu escrevo. Confesso que, às vezes, não acredito que eu sou a autora de vários trabalhos, pois soam muito bons para que eu os tenha escrito, mas sim, eu os fiz. E me orgulho disso, da facilidade que eu tenho para expor o que penso, sejam minhas ideias ou trabalhos científicos.

Sempre tenho várias ideias para escrever, acho que isso é uma válvula de escape para desabafar o que sinto. Porém, como não tenho tanta disponibilidade para escrever quanto eu gostaria, acabo guardando (e esquecendo) estas palavras dentro de mim. Acredito que isso tenha contribuído para o meu estresse de cada dia.

Queria prometer que vou escrever mais, mas não posso. A vida de adulto é corrida demais, e muitas vezes toma as decisões por mim. Mas este blog continuará aqui, esperando o dia em que eu tiver um tempinho e uma ideia, para que eu despeje as minhas palavras.